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Asma no adulto

Image copyright Asthma UK

A asma é uma doença frequente, crónica, que pode afetar pessoas de todas as idades. Causa a inflamação das vias respiratórias. 

O termo asma no adulto refere-se a uma das seguintes situações:

A asma no adulto está frequentemente relacionada com alergias e é acompanhada por outros quadros alérgicos, como por exemplo a febre-dos-fenos. A asma no adulto é mais frequente nas mulheres

Infografia da asma no adulto PDF Descarregue a nossa infografia para ver os pontos fundamentais sobre a asma no adulto

ERS This material is a summarised version of the European Lung White Book, which can be accessed online.

  • Sintomas

    A asma no adulto causa sintomas continuados de pieira, falta de ar, aperto no peito e tosse. Estes sintomas podem ocorrer a qualquer altura, mas sobretudo à noite ou ao início da manhã.

    Os adultos com asma podem apresentar um leque alargado destes sintomas, com diferentes graus de gravidade. Por vezes, os sintomas podem agravar-se ao longo de horas ou minutos, levando a uma restrição grave das vias respiratórias, conhecida como um ataque de asma. Geralmente, só consegue aliviar-se através de medicação adicional, ou, nos casos graves, de hospitalização. Alguns episódios muito graves podem ser potencialmente fatais, ainda que a morte devido a um ataque de asma seja pouco frequente.

    O agravamento dos sintomas é geralmente provocado por infeções pulmonares. São particularmente frequentes no inverno e após o período das férias do verão.

    Nos adultos que têm alergias juntamente com a asma, os sintomas são provocados pela exposição aos alergénios, como por exemplo ao pó da casa, a animais de estimação ou a materiais no local de trabalho. Outros fatores desencadeadores frequentes incluem o esforço físico, o ar frio ou seco e a poluição devido ao trânsito.

  • Causas

    A maior parte dos casos de asma no adulto começa na infância. Dois terços das crianças com asma veem a doença desaparecer durante a adolescência. Cerca de um terço destes casos reaparece na idade adulta.

    O risco de desenvolver asma está relacionado com fatores genéticos, ou seja, com os genes que herdamos dos nossos pais, e com fatores ambientais, como por exemplo a exposição a alergénios ou à poluição. Quando estes fatores interagem, por exemplo no caso de uma pessoa geneticamente suscetível que vive numa área muito poluída, o risco aumenta ainda mais.

    Os investigadores identificaram um pequeno número de genes que tornam as pessoas mais suscetíveis ao desenvolvimento de asma. No entanto, é necessária mais investigação para testar diferentes genes e o respetivo impacto na doença.

    Um tipo importante de asma na idade adulta é a asma ocupacional. Esta é causada por materiais presentes no local de trabalho. Pensa-se que 15% do total de casos de asma no adulto estejam relacionados com o trabalho. Saiba mais sobre as doenças pulmonares relacionadas com o trabalho.

  • Prevenção

    Na maior parte dos casos de asma, desconhecem-se as origens da doença e é difícil saber qual a melhor forma de prevenir o seu desenvolvimento. A principal exceção é a asma ocupacional, que pode prevenir-se se a exposição ao material que causa a asma for cuidadosamente controlada, ou se a pessoa for retirada da exposição.

    Em geral, a prevenção ou o controlo dos sintomas de asma é possível com medicação.

  • Tratamento

    Não há nenhum teste largamente utilizado que consiga diagnosticar a asma, pelo que esta é identificada e avaliada através de respostas a questionários, de testes simples que observam a função pulmonar e de informação sobre as idas ao hospital e os medicamentos prescritos..

    Os sintomas de asma também não são específicos da doença. Portanto, é provável que esta seja confundida com outras doenças, como por exemplo a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).

    Não há cura para a maior parte dos tipos de asma no adulto, pelo que o objetivo primário consiste em gerir e não em curar a doença. Isto inclui atingir e manter o controlo dos sintomas, bem como prevenir qualquer agravamento dos sintomas e ataques de asma.

    Os profissionais de saúde usam o termo “controlo da asma” para referir até que ponto os sintomas estão bem geridos e qual o impacto que têm nas atividades do quotidiano. O termo “asma grave” é utilizado para descrever a dificuldade no controlo da asma com o tratamento e ajuda os médicos a decidir qual o nível de tratamento necessário.

    A gestão da doença inclui:

    •  Evitar o tabagismo passivo ou ativo
    •  Identificar quaisquer fatores que desencadeiem ou agravem os sintomas
    •  Evitar a exposição a alergénios transportados pelo ar
    •  Evitar a exposição a níveis elevados de poluição do ar

    O controlo da asma continua a ser relativamente inadequado na Europa, apesar do uso crescente de medicação para a asma. A medicação inclui:

    • Medicação de controlo: Esta medicação é tomada regularmente para ir acumulando um efeito protetor contra os sintomas da asma. Esta medicação assume geralmente a forma de corticosteroides inalados (CI), utilizados com ou sem β-agonistas de longa duração.
    • Medicação de alívio: Esta é tomada para aliviar os sintomas da asma. Relaxa os músculos que rodeiam as vias respiratórias estreitadas e pode ser utilizada na eventualidade de um ataque de asma ou do agravamento dos sintomas. Geralmente assume a forma de β-agonistas de curta duração

    tipo de tratamento. As doses de medicação são portanto modificadas consoante os sintomas individuais de cada pessoa. É importante que as pessoas saibam qual o tratamento que resulta para elas, de modo a ajudá-las a gerir a sua doença.

    Cerca de 10% dos adultos com asma têm sintomas persistentes e exacerbações que não são capazes de controlar, apesar de fazerem o tratamento adequado. Esta asma é designada como sendo asma “difícil de tratar” e muitas vezes pode ter um efeito prejudicial sobre a qualidade de vida da pessoa.

    Ainda que a morte devido a asma seja relativamente pouco frequente, pode ocorrer em qualquer adulto com asma inadequadamente controlada.

  • Carga

    • A asma afeta pessoas de todas as idades em todos os países. É mais frequente na infância mas pode persistir na idade adulta.
    • A prevalência da asma aumentou na segunda metade do século XX, mas estabilizou na última década
    • Cerca de 10% dos adultos com asma têm asma grave, que é difícil de tratar.
    • Na Europa, quase 10 milhões de crianças e adultos de idade inferior a 45 anos têm asma.
    • A morte devido a asma na idade adulta é pouco frequente e na maior parte dos países europeus as taxas de mortalidade estão a baixar.
    • Em alguns países, como a Finlândia e a França, a ação dos departamentos de saúde governamentais levou a importantes melhorias no controlo da asma.
    • O impacto da doença tende a ser mais elevado nos países da Europa ocidental e do norte, nos quais a prevalência pode ser superior a 10%.
    • O Reino Unido e a Irlanda têm das taxas mais elevadas de asma na Europa e no mundo.
    • Segundo um estudo realizado em sete países europeus, a Suécia apresentava o uso mais elevado de corticosteroides inalados, quer nos adultos quer nas crianças.
    • A Comissão Europeia fornece um resumo de saúde pública sobre a asma, que inclui links para dados estatísticos. 

    Prevalência de asma em adultos com idades entre os 18–44 anos. Dados do Inquérito Mundial de Saúde, da Organização Mundial de Saúde, 2002- 2004. Sigurkarlsson et al., 2011; Polish Multicentre Study of Epidemiology of Allergic Diseases; European Federation of Allergy and Airways Diseases Patients Associations; e o Serbian Health Insurance Fundd.

  • Necessidades atuais e futuras

    • Há uma necessidade urgente de compreender as origens da asma, para esta poder ser prevenida.
    • As exposições no local de trabalho precisam de ser mais bem controladas para ajudar a prevenir o desenvolvimento da asma no adulto.
    • Programas nacionais mais focados, para melhorar o controlo da asma em toda a população e consequentemente reduzir a doença, a mortalidade e os custos a longo prazo.
    • É necessário desenvolver novas terapêuticas, que se concentrem em tratar a asma que não consegue controlar-se através dos métodos atuais de medicação. Tal irá envolver a investigação dos diferentes tipos de asma e de como esta se manifesta individualmente em cada pessoa. Isso irá levar ao desenvolvimento de uma medicina personalizada, que irá fazer corresponder os tratamentos adequados à pessoa certa

    Leia mais sobre os projetos U-BIOPRED e AirPROM da UE, que esperam compreender melhor a asma para ajudar a desenvolver tratamentos personalizados no futuro